DIÁRIO DE SANTA FAUSTINA

Postado em 26 outubro 2017 por Paróquia São José de Osvaldo Cruz

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Santa Faustina, a eleita de Jesus para divulgar a Sua Divina e Eterna Misericórdia

Quando Jesus apareceu para Santa Faustina Kowalska, afirmou-lhe:

“Eu defendo durante toda a vida as almas que divulgam o culto da Minha Misericórdia, assim como a mãe   carinhosa defende o seu filhinho. E, na hora da morte, não serei para elas Juiz, mas sim Salvador misericordioso”.

Jesus também revelou a Santa Faustina o Seu desejo de que fosse instituída pela Igreja a Festa da Divina Misericórdia, a devoção à Divina Misericórdia e a imagem de Jesus Misericordioso.

Quem foi Santa Faustina Kowalska

Ela nasceu em 1905, na Polônia, numa família pobre. Ajudava nas tarefas de casa, na faxina, no preparo das refeições, na ordenha das vacas e no cuidado dos irmãozinhos. Só pôde frequentar a escola durante três trimestres, porque, devido às restrições econômicas, todos os alunos mais velhos tiveram que ceder seu lugar às crianças mais novas. Apesar da boa filha que sempre foi, Faustina quis beijar as mãos dos seus pais, no dia em que fez a Primeira Comunhão, para demonstrar arrependimento e pedir desculpas pelas vezes em que julgava tê-los ofendido.

Aos 15 anos foi trabalhar como empregada doméstica, mas passou a sentir com mais veemência a vocação religiosa, à qual, no entanto, seus pais se opuseram. Foi quando Faustina começou a se entregar às vaidades do mundo e a tentar ignorar o chamado que sentia. Mas a voz de Jesus se tornava cada vez mais intensa, até pedir que ela deixasse tudo e fosse a Varsóvia para entrar no convento. Faustina obedeceu e chegou à capital da Polônia levando somente um vestido.

Um sacerdote conseguiu hospedá-la na casa de uma família da paróquia enquanto a jovem visitava vários conventos, sem conseguir entrar em nenhum. Finalmente, foi recebida na congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia – mas, poucas semanas depois, experimentou a tentação de abandonar o convento.

                                           A visão de Jesus

Nesse contexto, teve a primeira visão de Jesus, cujo rosto se mostrava agredido e coberto de chagas.

– Jesus, quem te feriu tanto?

– Esta é a dor que me causarias se deixasses este convento. Foi para cá que Eu te chamei, não para outro. E tenho para ti muitas graças preparadas.

A mulher simples, humana, piedosa e esforçada, que sentia como qualquer pessoa os medos e a tentação de desistir, também era alegre e prestativa.

Jesus lhe apareceu várias vezes, enfatizando o Seu Amor misericordioso infinito pela humanidade e lhe concedendo graças como os estigmas ocultos, o dom de profecia, algumas revelações e o Terço da Divina Misericórdia. Santa Faustina chegou a escrever:

“Nem as graças, nem as revelações, nem os êxtases, nem nenhum outro dom concedido à alma a tornam perfeita, mas sim a comunhão interior com Deus… Minha santidade e perfeição consistem na íntima união da minha vontade com a Vontade de Deus”.

A morte e a canonização

Em 5 de outubro de 1938, depois de abraçar com grande paciência prolongados e dolorosos sofrimentos físicos e espirituais, Santa Faustinapartiu deste mundo para o Abraço Eterno do Pai.

Seu compatriota São João Paulo II a canonizou no Jubileu do Ano 2000 e estabeleceu o segundo domingo da Páscoa como o “Domingo da Divina Misericórdia”.

Na primeira imagem que ilustra este artigo, podemos ver as imagens de Santa Faustina e de São João Paulo II junto à de Jesus Misericordioso.

O Terço da Divina Misericórdia

Jesus ensinou a Santa Faustina o Terço da Misericórdia e pediu que o espalhasse pelo mundo. Ele é uma fonte de graça e de misericórdia, especialmente para os moribundos.

 O DOM TOTAL DA MISERICÓRDIA DE DEUS
UMA NOTA SOBRE AS INDULGÊNCIAS

Os nossos pecados são perdoados quando nos confessamos. Esse perdão diz respeito à culpa, mas não à pena que lhe é devida. Deus absolve, mas o homem pode continuar apegado ao pecado que cometeu. O pecado deixa na alma uma inclinação. Essa inclinação para o mal prende o homem e não o deixa saborear Deus em plenitude. É para purificar a marca deixada pelo pecado que existe um tempo de purgatório (de expiação) para as almas que morrem na graça de Deus. O homem pecador pode, no entanto, também purificar-se durante a sua vida na terra. A contrição pelo pecado pode chegar a ser tão grande que dele não fique nada na alma.
A Igreja deseja que todos nos purifiquemos e que, por caridade, pelo mais verdadeiro amor ao próximo, ajudemos aqueles que estão ainda no Purgatório a libertar-se das marcas dos pecados, e concede a indulgência ou perdão da pena a partir do tesouro de graças que lhe deixou Cristo e também os Santos, a qual se pode aplicar por nós mesmos ou pelos defuntos.
O Papa afirma: “O uso das indulgências ajuda-nos a compreender que não somos capazes, só com as nossas forças, de reparar O mal cometido e que os pecados de cada um causam dano a toda a comunidade” (BENTO XVI, Exortação Apostólica Sacramentum caritatis, n. 21).
Quando o pecado é perdoado, a culpa é apagada. Mas permanece a pena devida a Deus pelo pecado, a reparação, a restituição do que é devido por justiça.
As indulgências podem ser parciais ou plenárias, isto é, de uma parte ou de toda a pena devida pelos pecados. Para obter uma indulgência plenária requer-se:
– o recurso ao Sacramento da Penitência, pelo menos na semana anterior, e não ter consciência de nenhum pecado mortal ainda não confessado;
– a Comunhão eucarística;
– a realização de uma obra penitencial que a Igreja determina;
– a oração pelo Santo Padre e pelas suas intenções; e isto porque ele é o representante na terra de todos os católicos;
– a detestação de todo o pecado, mesmo venial;
– a aplicação da indulgência em sufrágio por uma alma do Purgatório ou a realização de uma obra de caridade se se pretende aplicar por si mesmo;
– o desejo explícito de lucrar a indulgência (só se pode lucrar uma por dia).
NORMAS SOBRE AS INDULGÊNCIAS
Extraídas do Manual das Indulgências aprovado pela Santa Sé e publicado em 1990 (Edições Paulinas, SP, 1990, pág. 1519).
1. Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos. ( Indulgentiarum Doctrina, Norma 1)
2. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados. (Ib.norma 2)
3. Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas. (Ib. norma 3)
4. Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.(Ib. norma 5)
5. O fiel que, ao menos com o coração contrito, faz uma obra enriquecida de indulgência parcial, com o auxílio da Igreja, alcança o perdão da pena temporal, em valor correspondente ao que ele próprio já ganha com sua ação. (Cf. cân. 994, CDC)
6. A divisão das indulgências em pessoais, reais e locais já não se usa, para mais claramente constar que se enriquecem as ações dos fiéis, embora sejam atribuídas às vezes as coisas e lugares. (Ib. norma 12)
7. Além da autoridade suprema da Igreja, só podem conceder indulgências aqueles a quem esse poder é reconhecido pelo direito ou concedido pelo Romano Pontífice.( Cf. cân. 995, 1, CDC)
8. Na Cúria Romana, só à Sagrada Penitenciária se confia tudo o que se refere à concessão e uso de indulgências; excetua-se o direito da Congregação para a Doutrina da Fé de examinar o que toca à doutrina dogmática sobre as indulgências. (Cf. Const. Apost. Regiminae Ecclesiae Universae, 15/08/1967, n. 113: AAS 59, p. 113)
9. Nenhuma autoridade inferior ao Romano Pontífice pode conferir a outros o poder de conceder indulgências, a não ser que isso lhe tenha sido expressamente concedido pela Sé Apostólica. (Cf. cân. 995, 2, CDC)
10. Os Bispos e os equiparados a eles pelo direito, desde o princípio de seu múnus pastoral, têm os seguintes direitos:
1º Conceder indulgência parcial aos fiéis confiados ao seu cuidado.
2º Dar a benção papal com indulgência, segundo a fórmula prescrita, cada qual em sua diocese, três vezes ao ano, no fim da missa celebrada com especial esplendor litúrgico, ainda que eles próprios não a celebrem, mas apenas assistam, e isso em solenidade ou festas por eles designadas.
11. Os Metropolitas podem conceder a indulgência parcial nas dioceses sufragâneas, como o fazem na sua própria diocese.
12. Os patriarcas podem conceder a indulgência parcial em cada um dos lugares do seu patriarcado, mesmo isentos, nas igrejas de seu rito fora dos confins do patriarcado e, em qualquer parte, para os fiéis do seu rito. O mesmo podem os Arcebispos Maiores.
13. O Cardeal goza do direito de conceder a indulgência parcial em qualquer parte, mas só aos presentes em cada vez.
14. Parágrafo 1. Todos os livros, opúsculos, folhetos etc., em que se contém concessões de indulgências, não se editem sem licença do ordinário ou hierarquia local. Parágrafo 2. Requer-se licença expressa da Sé Apostólica para imprimir em qualquer língua a coleção autêntica das orações ou das obras pias a que a Sé Apostólica anexou indulgências. (Cf. cân. 826, 3, CDC)
15. Os que impetraram do Sumo Pontífice concessões de indulgências para todos os fiéis são obrigados, sob pena de nulidade da graça recebida, a mandar exemplares autênticos das mesmas à Sagrada Penitenciária.
16. A indulgência, anexa a alguma festa, entende-se como transferida para o dia em que tal festa ou sua solenidade externa legitimamente se transfere.
17. Para ganhar a indulgência anexa a algum dia, se é exigida visita à igreja ou oratório, esta pode fazer-se desde o meio-dia do dia precedente até a meia noite do dia determinado.
18. O fiel cristão que usa objetos de piedade (crucifixo ou cruz, rosário, escapulário, medalha) devidamente abençoados por qualquer sacerdote ou diácono, ganha indulgência parcial. Se os mesmos objetos forem bentos pelo Sumo Pontífice ou por qualquer Bispo, o fiel ao usá-los com piedade pode alcançar até a indulgência plenária na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, se acrescentar alguma fórmula legítima de profissão de fé. (Indulg. Doctr., norma17)
19. Parágrafo 1. A indulgência anexa à visita a igreja não cessa, se o edifício se arruíne completamente e seja reconstruído dentro de cinqüenta anos no mesmo ou quase no mesmo lugar e sob o mesmo título. Parágrafo 2. A indulgência anexa ao uso de objeto de piedade só cessa quando o mesmo objeto acabe inteiramente ou seja vendido.
20. Parágrafo 1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas. Parágrafo 2. O fiel deve também ter atenção, ao menos geral, de ganhar a indulgência e cumprir as ações prescritas, no tempo determinado e no modo devido, segundo o teor da concessão. (Cf. cân. 996, CDC)
21. Parágrafo 1. A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia. Parágrafo 2. Contudo, o fiel em artigo de morte pode ganhá-la, mesmo que já a tenha conseguido nesse dia. Parágrafo 3. A indulgência parcial pode-se ganhar mais vezes ao dia, se expressamente não se determinar o contrário. (Ind. Doctr., norma 6 e 18)
22. A obra prescrita para alcançar a indulgência, anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos: neles se recitam a oração dominical e o símbolo aos apóstolos (Pai- nosso e Creio), a não ser caso especial em que se marque outra coisa (Ib. norma 16)
23. Parágrafo 1. Para lucrar a indulgência, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem´se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.(Ib. normas 7,8,9,10) Parágrafo 2. Com uma só confissão podem se ganhar várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança-se uma só indulgência. Parágrafo 3. As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita. Parágrafo 4. Se falta a devida disposição ou se a obra prescrita e as três condições não se cumprem, a indulgência será só parcial, salvo o que se prescreve nos nn. 27 e 28 em favor dos “impedidos”. Parágrafo 5. A condição de rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai -nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.
24. Com a obra, a cuja execução se está obrigado por lei ou preceito, não se podem ganhar indulgências, a não ser que em sua concessão se diga expressamente o contrário. Contudo, quem executa a obra que é penitência sacramental e é por acaso indulgenciada, pode ao mesmo tempo satisfazer a penitência e ganhar a indulgência. (Ib. norma 11)
25. A indulgência anexa a alguma oração pode ganhar-se em qualquer língua em que se recite, desde que a tradução seja fiel, por declaração da Sagrada Penitenciária ou de um dos ordinários ou hierarquias locais.
26. Para aquisição de indulgências é suficiente rezar a oração alternadamente com um companheiro ou segui-la com a mente, enquanto outro a recita.
27. Os confessores podem comutar a obra prescrita ou as condições, em favor dos que estão legitimamente impedidos ou impossibilitados de as cumprir por si próprios.
28. Os ordinários ou hierarquias locais podem além disso conceder aos fiéis que são seus súditos segundo a norma do direito, e que se encontrem em lugares onde de nenhum modo ou dificilmente possam se confessar e comungar, para que também eles possam ganhar a indulgência sem a atual confissão e comunhão, contanto que estejam de coração contrito e se proponham aproximar-se destes sacramentos logo que puderem.
29. Tanto os surdos como os mudos podem ganhar as indulgências anexas às orações públicas, se, rezando junto com outros fiéis no mesmo lugar, elevarem a Deus a mente com sentimentos piedosos, e tratando-se de orações em particular, é suficiente que as lembrem com a mente ou as percorram somente com os olhos.
Observação: ••Vale a pena destacar aqui a Indulgência Plenária que se pode ganhar uma vez por dia, para si mesmo ou para as almas; realizando uma das seguintes obras:
1. adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos por meia hora (concessão n. 3);
2. leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora (concessão n. 50);
3. piedoso exercício da Via Sacra (concessão n. 63);
4. recitação do Rosário de Nossa Senhora na igreja, no oratório ou na família ou na comunidade religiosa ou em piedosa associação (concessão n. 63). Para se lucrar a indulgência plenária, a cada dia, além de cumprir uma dessas quatro obras acima citadas, são também necessárias aquelas exigidas para todas as formas de indulgências plenárias: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelo Papa (Pai Nosso e Ave Maria, no mínimo). Além disso, é preciso, por amor a Deus, ter repúdio a todo pecado, mesmo venial, e ter a intenção de ganhar a indulgência plenária. Um belo e santo costume é oferecer a Nossa Senhora esta indulgência plenária para que ela a aplique à alma do purgatório que ela desejar. É importante que se leia cuidadosamente as Normas que regem o uso das indulgências, bem como o Manual das Indulgências; pois, além de serem riquíssimos, mostram os pontos principais da piedade cristã. Note como a Igreja, com a sua bondade de Mãe, tendo as “chaves do céu”, confiadas a Pedro e seus sucessores, quer abrir largamente o caminho para que os seus filhos possam se livrar das penas temporais dos seus pecados. Se de um lado se ensina que as almas sofrem no purgatório, por outro lado, a Igreja nos oferece este meio valioso e simples de livrar deste sofrimento tanto elas como a nós mesmos. Se tivermos de sofrer no purgatório antes de entrar no céu, podemos dizer que isto será duplamente por culpa nossa; pois, as indulgências plenárias são numerosas e as obras e orações são tão fáceis de serem cumpridas que, só mesmo por preguiça espiritual, ou por se duvidar do “tesouro da Igreja”, é que deixaremos de fazê-lo. A Igreja tem, segundo os teólogos, autoridade direta sobre os seus membros vivos, então podemos ter certeza dos efeitos das indulgências, desde que todas as exigências sejam cumpridas com a devida disposição interior. A Igreja não tem autoridade direta sobre as almas do purgatório, assim, as indulgências que oferecemos por elas são a título de sufrágio, isto é, tem o valor de petição à misericórdia de Deus pela alma. Por isso, a Igreja permite que ofereçamos mais de uma indulgência plenária a uma mesma alma, por não se ter certeza absoluta do seu sufrágio.
(Tomemos posse de cumprir tudo o que é graça de Deus para nós em Nossa Santa Igreja, derpertemos porque ainda há tempo de nos convertermos. E esse tempo precioso é agora! Graça que é manisfesta através da oração. Busquemos o Senhor já que Ele se deixa encontrar. E é por meio das indulgências e penitências que alcançaremos de Deus os Seus mais sublimes favores, que é termos o céu como nossa eterna morada. Vamos fazer parte de cristãos que falam e vivem em seus corpos o cumprimento da vontade de Deus e jamais esquecermos das almas do purgatório e dos agonizantes do dia de hoje, ou seja sempre pedir ao Senhor pelas mãos de Nossa Senhora que nossas indulgências se entendam sobre essas almas sedentas de Deus

A IMAGEM DE JESUS MISERICORDIOSO

(O DIÁRIO de santa Irmã Faustina) Plock, Polônia “1931, dia 22 de fevereiro.
À noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco.
Uma das mãos erguida para a bênção, e a outra tocava-Lhe a túnica, sobre o peito. 
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido. Em silêncio, eu contemplava o Senhor; a minha alma estava cheia de temor,
mas também de grande alegria. Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inserição: Jesus, eu confio em Vós.
(…) Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte.
(…) Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia.
Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim.
(…) Uma vez, cansada dessas diversas dificuldades que tinha por causa de Jesus falar-me e exigir a pintura da Imagem, decidi firmemente, antes dos votos perpétous, pedir a Frei Andrasz que me dispensasse daquelas inspirações interiores e da obrigação de pintar a Imagem. Depois de me ouvir em confissão, Frei Andrasz deu-me esta resposta: Não dispenso a Irmã de nada e a Irmã não pode esquivar-se dessas inspirações interiores, mas a Irmã deve, necessariamente, relatar tudo ao confessor, sem falta, porque de outra forma a Irmã incorrerá em erro apesar dessas grandes graças de Deus.
Neste Momento, a Irmã está se confessando comigo, mas saiba que devia ter um confessor permanente, isto é, um diretor espiritual. Fiquei imensamente preocupada com tudo isso. Pensei que me livraria de tudo e aconteceu o contrário: uma ordem explícita para atender às exigências de Jesus. E agora um novo tormento, de não ter
um confessor permanente.
(…) Contudo, a bondade de Jesus é infinita e Ele prometeu-me ajuda visível na Terra
e recebi-a em breve em Vilna (Vilnius, Lituânia). Reconheci no padre Sopocko essa ajuda de Deus. Antes de chegar a Vilna, conheci-o por uma visão interior. Certo dia, vi-o na nossa capela entre o altar e o confessionário. Então ouvi uma voz na alma:
Eis a tua ajuda visível na Terra. Ele te ajudará a cumprir a Minha vontade na Terra” (Diário, 47-53).
Para Irmã Faustina, a tarefa imposta por Jesus Cristo era simplesmente irrealizável, visto que
ela não possuía as aptidões plásticas necessárias para isso. Apesar disso, ela procurava ser obediente à vontade de Jesus e tentava pintar o quadro por conta própria, mas sem resultado.
A insistência de Jesus Cristo para que ela realizasse essa tarefa, por um lado, e, por outro lado,
a descrença dos confessores e dos superiores tornou-se para Irmã Faustina um grande sofrimento pessoal. Durante a sua estada em Plock (cerca de 3 anos), e depois em Varsóvia, ela continuou preocupada com a exigência não realizada de Jesus, tanto mais que lhe fez sentir como nos planos divinos era importante a tarefa que lhe estava confiando:
”De repente vi o Senhor, que me disse: Fica sabendo que, se negligenciares a tarefa da pintura dessa imagem e de toda a obra da misericórdia, serás responsável por um grande número de almas no dia do julgamento” (Diário, 154).
Após professar os votos perpétuos, no dia 25 de maio de 1933 a Irmã Faustina foi transferida
à casa religiosa em Vilna, onde encontrou a ajuda que anteriormente lhe havia sido prometida
– o confessor e diretor espiritual pe. Sopocko, que empreendeu a tentativa de concretizar as exigências de Jesus Cristo.
”Levado mais pela curiosidade de ver que imagem seria essa do que pela crença na veracidade dessas visões, pedi ao pintor Eugênio Kazimirowski que pintasse esse quadro” (O pe. Sopocko, Memórias).
imagem de Jesus Misericordioso surgiu numa atmosfera de presença divina – das vivências místicas da irmã Faustina. Esse apreciado e bem preparado pintor (Veja Kazimirowski), ao pintar
a imagem de Jesus Misericordioso renunciou à sua própria concepção artística para honestamente recriar na tela o que lhe relatava a irmã Faustina. Durante seis meses ela vinha ao ateliê do artista pelo menos uma vez por semana, a fim de lhe apontar complementações e as necessárias correções. Ela se esforçou por fazer com que a imagem de Jesus Misericordioso fosse exatamente igual à que lhe havia sido apresentada na visão.
Da pintura da imagem participou ativamente o fundador da obra, o pe. Sopocko, que a pedido
do pintor posou vestido de alba. O período da pintura comum serviu de ocasião para uma interpretação mais profunda do conteúdo da imagem. As questões controvertidas eram decididas pelo próprio Jesus Cristo (D. 299; 326; 327; 344). Foi muito eloquente um diálogo de Irmã Faustina com Jesus Cristo a respeito do quadro pintado:
”…quando fui à casa daquele pintor que estava pintando a Imagem e vi que ela não era tão bela como é Jesus, figuei muito triste com isso, mas escondi essa mágoa no fundo do meu coração. (…) a Madre Superiora ficou na citade para resolver diversos assuntos e eu voltei para casa sozinha. Imediatamente dirigi-me à capela e chorei muito. Eu disse ao Senhor: Quem vos pintará tão belo como sois? Então ouvi estas palavras: O valor da imagem não está na beleza da tinta nem na habilidade do pintor, mas na Minha graça” (Diário, 313).
Desse diálogo emana a sinceridade de uma pessoa agraciada com graça sobrenatural, que
em suas vivências místicas via a beleza do Salvador ressuscitado (Veja Recordações – pe. Sopocko). Por diversas vezes Jesus Cristo apareceu apareceu a irmã Faustina da forma como se encontra
na imagem (D. 473; 500; 851; 1046; 1565) e também exigiu várias vezes que essa imagem fosse acessível ao culto público. Isso confirma que Jesus Cristo aceitou a imagem pintada no quadro
– santificando-a com a Sua presença viva.
Graças aos empenhos dope. Sopocko, a imagem do Salvador Misericordioso foi exposta
na janela da galeria junto à capela de Nossa Senhora da Misericórdia em Ostra Brama, em Vilnius, e nos dias 26-28 de abril de 1935 pela primeira vez foi alvo de veneração pública, durante o solene encerramento do Jubileu dos 1900 anos da Redenção do Mundo. No último dia da solenidade,
que era o primeiro domingo após a Páscoa, participou da celebração a irmã Faustina, e o sermão sobre a divina misericórdia foi pronunciado pelo pe. Sopocko, da forma como havia exigido
Jesus Cristo.
”Por admirável desígnio tudo aconteceu como o Senhor havia exigido: a primeira honra que a Imagem recebeu das multidões – foi no primeiro Domingo depois da Páscoa. Durante três dias, ela ficou exposta publicamente e recebeu a honra dos fiéis, pois estava exposta em Ostra Brama (Ausros Vartai), na parte alta da janela e, por isso, podia ser vista de muito longe. Em Ostra Brama era comemorado solenemente, por esses três dias, o encerramento do Jubileu da Redenção do Mundo – os 1900 anos da Paixão do Salvador. ”Agora vejo que a obra da Redenção está ligada com a obra da misericórdia que o Senhor está exigindo” (Diário, 89).
”Quando a Imagem foi exposta, vi o braço de Jesus fazer um movimento e traçar um grande sinal da cruz. Nesse mesmo dia, (…) vi como essa Imagem pairava sobre uma cidade, e essa cidade estava coberta de fios e de redes. À medida que Jesus ia passando, cortava todas essas redes e, no fim, traçou um grande sinal da cruz e desapareceu…” (Diário, 416).
”Quando estava em Ostra Brama, durante as solenidades em que a Imagem foi exposta, assisti ao sermão, que foi pronunciado por meu confessor (M. Sopocko); o sermão tratava da misericórdia de Deus; era a primeira coisa que Jesus havia tanto tempo tinha exigido. Quando começou a falar sobre a grande misericórdia do Senhor, a Imagem tornou-se viva e os raios penetravam no coração das pessoas ali reunidas, embora não na mesma medida; uns recebiam mais, outros menos. Uma grande alegria inundou minha alma ao ver a graça de Deus” (Diário, 417).
”Quando estava se encerrando a celebração e o sacerdote segurou o Santíssimo Sacramento para dar a bênção, então vi Jesus tal como está pintado na Imagem.
O Senhor deu a Sua bênção e os dois raios espalharam-se pelo mundo inteiro.
Então, vi uma claridade impenetrável, sob a forma de uma casa de cristal, tecida de ondas de claridade inacessível a nenhuma criatura, nem espírito. A essa claridade conduziam três portas – e nesse momento Jesus, como aparece na Imagem, entrou nessa claridade pela segunda porta – no interior da Unidade” (Diário, 420).
As solenidades de Ostra Brama foram para Irmã Faustina o sinal e o cumprimento das graças previamente anunciadas – a manifestação pública do poder da Divina Misericórdia.
”Em sua correspondência posterior com o pe. Sopocko, Irmã Faustina escreve:
Deus me deu a conhecer que está satisfeito com o que já foi feito. Mergulhando na oração e na proximidade de Deus, senti em minha alma uma profunda paz quanto ao conjunto dessa obra. (…) E agora, no que diz respeito a essas imagens (pequenas cópias), (…) aos poucos as pessoas as vão comprando e muitas almas já alcançaram a graça divina, que brotou dessa fonte. Como tudo, também esta obravai progredir aos poucos. Esses santinhos não são tão bonitos como aquela imagem grande, mas são comprados por aqueles que se sentem atraídos pela graça divina…” (Trecho de uma carta, Cracóvia, 21 de fevereiro de 1938).

No dia 4 de abril de 1937, com a autorização do metropolita de Vilna, o arcebispo Romualdo Jalbrzykowski, a imagem do Misericordiosíssimo Salvador Jesus Misericorioso foi benta e exposta na igreja de S. Miguel em Vilna, perto do altar-mor. Ali belamente exibida numa suntuosa moldura dourada, emanou santidade até o ano de 1948. Era venerada e agraciada por numerosos votos,
e a devoção à Misericórdia Divina rapidamente se espalhou para fora dos limites de Vilna.
De forma admirável, apesar das possibiidades limitadas, atingiu milhões de pessoas no mundo.
Em consequência das operações de guerra (1939-1945), a imagem de Jesus Misericordioso permaneceu na área da URSS e por algumas dezenas de anos tornou-se inacessível aos romeiros. Apesar das muitas ameaças (por muitos anos a imagem permaneceu escondida num sótão, enrolada, guardada num ambiente úmido e frio e diversas vezes restaurada de forma inapta),
por uma milagrosa intervenção divina nada sofreu durante os tempos do comunismo.
Durante os anos seguintes a imagem se encontrou: na igreja de Santa Miguel (1937-1948);
na igreja do Espírito Santo em Vilna (1948-1956); na igreja de Nowa Ruda, na atual Bielo-Rússia (1956-1986); na igreja do Espírito Santo em Vilna (1987-2005). Desde 2005 a imagem é venerada
no Santuário da Misericórdia Divina em Vilna. (Veja História da Imagem)
Por ocasião da sua peregrinação à Lituânia, no dia 5 de setembro de 1993, na igreja do Espírito Santo em Vilna, diante da imagem de Jesus Misericordioso em Vilna, rezou o Papa João Paulo II. Na sua alocução aos fiéis, chamou essa imagem de
”A SAGRADA IMAGEM”
Na história das aparições, é conhecido apenas um caso em que Jesus Cristo expressou o desejo
de que fosse pintado um quadro com a Sua imagem e apresentou a sua configuração plástica. Após a pintura da imagem, por diversas vezes revelou a Irmã Faustina a Sua presença viva
na forma como ela fora pintada na imagem. Além disso, pela promessa de conceder graças especiais aos devotos dessa imagem, conferiu-lhe um excepcional valor religioso.
”Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas;
que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (Diário, 570).
”Ofereço aos homens um vaso,
com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia.
Esse vaso é a Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (Diário, 327).
”Os dois raios (na imagem) representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa
a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da Minha misericórdia, quando na Cruz o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança (…). Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).
”Hoje vi duas colunas muito grandes fincadas no chão: uma delas coloquei-a eu
e a segunda, outra pessoa, S.M. (M. Sopocko). (…) Essas duas colunas encontravam-se perto uma da outra na largura da Imagem, e vi essa Imagem pendurada nelas muito alto. Num instante, sobre estas duas colunas surgiu um grande santuário, interior
e exteriormente. Vi a mão que terminava a construção desse santuário, mas não
vi a pessoa. Havia uma grande multidão de pessoas fora e dentro do santuário,
e as torrentes que saíam do compassivo Coração de Jesus desciam sobre todos”
(Diário, 1689).
”DESEJO QUE O MUNDO TODO CONHEÇA A MINHA MISERICÓRDIA” (Diário, 687).
Fragmento do Sudário de Turim – ANIMAÇÃO
De depoimentos pessoais do pe. Sopocko (conservados em fitas cassete) resulta que ele deixou
à Irmã Faustina total liberdade na cooperação com o pintor. Ao mesmo tempo, em seus depoimentos ele confirma que a imagem foi pintada exatamente de acordo com as orientações dela. O extraordinário cuidado na transmissão da Santa Efígie do Salvador, gravada na memória, é confirmada pelo fato de que a efígie da imagem corresponde perfeitamente ao tamanho
da figura no Sudário de Turim.

O dia que Santa Faustina visitou o Purgatório

Santa Faustina Kowalska foi uma das maiores místicas do século XX. Na Polônia, entre 1920 e 1930, ela teve muitas visões sobrenaturais de Jesus e de vários santos. Entre outras coisas, também recebeu o ensinamento do Terço da Divina Misericórdia.

Durante uma de suas experiências místicas, teve a visão do purgatório e viu algo surpreendente.

“Vi o anjo da Guarda que disse que o seguisse”, escreveu no ano 1926. “Em um momento me encontrei em um lugar nebuloso, cheio de fogo e havia ali uma multidão de almas sofrendo. Estas almas estavam orando com grande fervor, mas sem eficácia para elas mesmas; somente nós podemos ajudá-las”.

Foi assim que Santa Faustina falou com almas do purgatório. “Perguntei a estas almas qual era o seu maior tormento. E me responderam de maneira unânime que o maior tormento era a saudade de Deus”.

Então ela viu alguém que provavelmente não esperaríamos ver ali. “Vi a Mãe de Deus que visitava as almas no purgatório. As almas a chamam de “A Estrela do Mar”. Ela dá a eles alívio.”

Surpreendente! Que isto não permita que nos esqueçamos de rezar sempre pelas almas do purgatório.

Este é o trecho completo sobre o purgatório no Diário de Santa Faustina:

Vi o anjo da Guarda que disse que o seguisse”, escreveu no ano 1926. “Em um momento me encontrei em um lugar nebuloso, cheio de fogo e havia ali uma multidão de almas sofrendo. Estas almas estavam orando com grande fervor, mas sem eficácia para elas mesmas; somente nós podemos ajudá-las. As chamas que as queimavam, não me tocavam. Meu anjo da guarda não me abandonou em nenhum momento. “Perguntei a estas almas qual era o seu maior tormento. E me responderam de maneira unânime que o maior tormento era a saudade de Deus”.

Vi a Mãe de Deus que visitava as almas no purgatório. As almas a chamam de “A Estrela do Mar”. Ela dá a eles alívio. Desejava falar mais com elas; no entanto meu anjo da guarda sinalizou para eu sair. Saímos daquele cárcere de sofrimento. [Ouvi uma voz interior] que me disse: minha misericórdia não deseja isso, mas a justiça o exige. A partir daquele momento me uni estreitamente as almas que sofrem”.

Que os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz.

 

JESUS MISERICORDIOSO DISSE A FAUSTINA:



Orações de Santa Faustina

“Ó Jesus, desejo viver o momento presente, viver como se este dia fosse o último dia da minha vida: aproveitar cuidadosamente cada momento para a maior Glória de Deus; fazer uso de cada circunstância, de tal maneira que a alma possa tirar proveito. Olhar para tudo do ponto de vista de que nada suceda sem a Vontade de Deus. Deus de insondável Misericórdia, envolvei o mundo todo e derramai-Vos sobre nós, pelo compassivo Coração de Jesus”(Diário, 1183)

 

 

“Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A.
Implora a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma.
Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros.
Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça.
Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento.
Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento.
Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura, mas de ti em primeiro lugar, porque te dei a conhecer mais profundamente esse mistério”
(Diário, 1572).

 

ALERTA PARA AS ALMAS: VISÕES DO INFERNO RELATADAS PELOS SANTOS: SANTA FAUSTINA

PROVAS MAIS DO QUE EVIDENTES DA REAL EXISTÊNCIA DO INFERNO
A Justiça exige que à gravidade da culpa corresponda a magnitude da pena.
E Deus, como diz São Pio X,«premeia os bons e castiga os maus, porque é Justiça Infinita».
O INFERNO, SEGUNDO SANTA FAUSTINA KOWALSKA (Mensageira da Divina Misericórdia)
“Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno. É um cavernoso lugar de grandes suplícios, e como é abissal a sua vastidão!Eis os diferentes tormentos que vi:
O primeiro castigo, que constitui o Inferno, é aperda de Deus.
O segundo castigo é operpétuo remorso da consciência.
O terceiro castigo é o de que essa condição nunca mudará.
O quarto castigo é o do fogo que penetra a alma, embora sem a destruir; sendo um sofrimento terrível, um fogo puramente espiritual, aceso pela Ira de Deus.
O quinto castigo é a contínua treva e um horrível cheiro sufocante; e embora haja escuridão, os demónios e as almas danadas vêem-se mutuamente, reconhecendo todo o mal, quer de si mesmos, quer dos outros.
O sexto castigo é a constante companhia de Satanás.
O sétimo castigo é o tremendo desespero e o ódio a Deus, as maldições, pragas e blasfémias.
Estes são os tormentos por que todos os condenados, em conjunto, passam, mas não se acabam aqui os suplícios.
Há outros dirigidos a alguns réprobos em especial, que são as’penas dos sentidos': Cada alma é atormentada no sentido com que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem pavorosas prisões subterrâneas, cavernas e poços de tormento, onde cada tortura difere da outra.
Eu teria morrido só de ver essas terríveis expiações, se não fora a Onipotência de Deus haver-me amparado.
Que todo o pecador saiba que, em cada um dos seus sentidos com que pecou, há-de vir a ser atormentado por toda a eternidade. Escrevo isto por ordem de Deus, para que nenhuma alma se desculpe, dizendo que não há Inferno, ou que ninguém lá esteve e por isso não se sabe como ele é… Eu, irmã Faustina, por desígnio de Deus, visitei o abismo do Inferno, para que o possa noticiar às almas e testemunhar que ele existe. Sobre ele, não me é permitido falar agora, mas tenho ordem de Deus para deixar isto por escrito.
Os demónios estavam cheios de ódio de mim; todavia, pela Vontade de Deus, eram obrigados a obedecer-me.
E o que acabei de descrever dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi. Notei, no entanto, uma coisa: A maior parte das almas que lá estão é justamente a daqueles que não acreditavam que o Inferno existe.
Quando voltei a mim, quase que não podia refazer-me do terror daquela visão .Como as almas sofrem horrores no Inferno! Por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores.
Rogo incessantemente à Misericórdia de Deus para todos eles. ‘Ó meu Jesus, preferia sofrer a maior agonia, até ao fim do mundo, do que Vos ofender com o menor pecado que fosse’. “(‘Diário da Irmã Faustina’, Caderno II, 741)

 

 

Santa Faustina

A Humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia (Diário de Santa Faustina, parágrafo n. 300).

A DIVINA MISERICÓRDIA

 


À Irmã M. Faustina Kowalska – uma freira polonesa que recebia locuções interiores e aparições de Jesus e sua Mãe, Jesus revelou:

“Ainda que a alma esteja em decomposição como um cadáver e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração, e tudo já esteja perdido, Deus não vê as coisas dessa maneira. O milagre da misericórdia de Deus fará ressurgir aquela alma para uma vida plena… no tribunal da misericórdia [Sacramento da Confissão] onde continuo a realizar os meus maiores prodígios que se renovam sem cessar” (Diário de Santa Faustina, n.º 1448).

“As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade… fala às almas desta Minha grande misericórdia, porque está próximo o dia terrível, o dia da Minha justiça” (Diário de Santa Faustina, n.º 965)

“Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça” (Diário de Santa Faustina, 848)

“Feliz aquele que viver à sua sombra” disse Jesus , “porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).

Escreva isto: antes de eu venha como o justo Juiz, eu venho primeiro como o Rei de Misericórdia. Antes do dia da Justiça chegar, será dado às pessoas um sinal nos céus deste tipo:
Toda a luz nos céus será extinta, e haverá grande escuridão sobre a terra inteira. Então o sinal da Cruz será visto no céu, e das aberturas onde foram pregados as mãos e os pés do Salvador virão grandes luzes que iluminarão a terra por um certo período de tempo. Isto acontecerá logo antes do último dia.

 

 

 

SANTA FAUSTINA E O OFERECIMENTO DE SÍ MESMA PELOS SACERDOTES

Era a Quinta-feira Santa, dia 29 de Março do ano de 1934. Santa Faustina já era uma irmã com 9 anos na vida religiosa, tendo, portanto, passado por importantes e profundos momentos em sua vida de experiências místicas: a formação comum aos religiosos e a experiência de provações interiores; já havia, também, recebido a visão na qual Jesus lhe mandou pintar a Imagem. Mas o Senhor a preparava para experiências ainda mais profundas… Nesta quinta-feira santa, o Senhor lhe pede:
“Desejo que faças o sacrifício de ti mesma pelos pecadores, especialmente por aquelas almas que perderam a esperança na misericórdia de Deus” (Diário, 308).

 

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