O Focolares e sua missão unificadora

Postado em 23 junho 2015 por Paróquia São José de Osvaldo Cruz

unioFalamos hoje de um dos maiores movimentos da Igreja, pois reúne pessoas de todo o mundo: o Focolares, presente também em nossa cidade, tendo como principal finalidade a fraternidade sem limites, independentemente de religião ou opinião, buscando a espiritualidade da união. Conheça- o:

História

Terminada uma Missa, Chiara Lubich, fundadora do Focolares, e as suas primeiras companheiras reúnem-se ao redor do altar, e quase sem entender o alcance do que estão fazendo, pedem a Deus que seja atuada, também através delas, uma frase que tinham escutado durante a liturgia:

“Pede-me e eu te darei as nações por herança e estenderei o teu domínio até as extremidades da terra” (Sal 2,8).

“Tu sabes como realizar a unidade – elas dizem –. Nós estamos aqui. Se queres, usa de nós”.

Para um ideal vasto como é a unidade, aquela que Jesus pediu ao Pai, “que todos sejam um” (Jo 17,21), o horizonte não poderia deixar de ser o mundo e, olhando em retrospectiva, entende-se porque desde os primeiros balbucios do Movimento que nascia, os desejos do coração mirassem longe. Naquela época ninguém podia imaginar que aqueles “últimos confins da Terra” teriam sido alcançados, e com uma certa rapidez. Não com uma programação feita em prancheta, mas seguindo um caminho que Alguém estava traçando. “O Movimento se desenvolveu segundo um desígnio de Deus preciso, que nós sempre ignoramos, mas que se revelava no seu tempo”, dirá Chiara Lubich, ao narrar a sua história no XIX Congresso Eucarístico Nacional italiano, em Pescara, no ano de 1977.

Evidentemente, aquele primeiro núcleo de moças estava destinado a não ficar fechado dentro da pequena capital da região trentina, onde, depois de apenas alguns meses, já eram 500 as pessoas que partilhavam o ideal da unidade, de todas as idades e condições sociais. E isso logo superou as fronteiras regionais. Quando a guerra terminou, as primeiras focolarinas se transferiram para algumas cidades da Itália, por motivos de estudo e de trabalho. Não faltaram convites de pessoas que desejavam conhecer e difundir a outros a experiência delas.

A primeira etapa foi Roma, para onde a própria Chiara se transferiu, em 1948. Em seguida Florença, Milão, Siracusa etc.

Em 1956, teve início a difusão na Europa; em 1958, na América Latina; em 1961, na América do Norte. No ano de 1963 chegou a vez da África; 1966, da Ásia e 1967, da Austrália.

Povo de Chiara

Hoje o Movimento dos Focolares está presente em 182 países, conta com cerca de dois milhões de aderentes e simpatizantes, predominantemente católicos, mas não só. De maneiras variadas, participam milhares de cristãos de 350 Igrejas e comunidades eclesiais, muitos seguidores de outras religiões, entre os quais judeus, muçulmanos, budistas, hindus, sikhs… e pessoas de convicções não religiosas.

O núcleo central do Movimento é constituído por mais de 140 mil animadores das várias ramificações, um povo que nasceu do Evangelho.

Escreveu Chiara em 2000: “Naquele dia nós pedimos com fé. O Movimento chegou realmente até os últimos confins. E neste ‘novo povo’ estão representados os povos de toda a Terra”.

Focolares no Brasil

O Brasil foi o primeiro país, depois das nações européias, que recebeu o Movimento dos Focolares. Em 1956, pela primeira vez um brasileiro teve contato com a espiritualidade da unidade, na Itália: o Pe. João Batista Zattera, do Rio Grande do Sul. Em 1958, outros dois sacerdotes de Recife participaram, sempre na Itália, de um Congresso anual do Movimento, denominado Mariápolis.

Após esse contato, um focolarino e duas focolarinas fizeram uma viagem ao Brasil, começando por Recife (PE), onde surgiu a primeira comunidade. Marco Tecilla, Lia Brunet e Ada Ungaro percorreram vários estados do Brasil e alguns países da América Latina, plantando a semente e preparando o terreno para a chegada do focolare.

 

Em 1959, em resposta a uma carta de Dom José Avelino Dantas, então arcebispo de Olinda e Recife, Chiara Lubich concorda com a abertura dos dois primeiros centros do Movimento fora da Europa. Em 26 de novembro de 1959 partem para Recife quatro focolarinas (Ginetta Calliari, Fiore Ungaro, Marisa Cerini e Violetta Sartori) e quatro focolarinos (Marco Tecilla, Enzo Morandi Rino Chiapperin e Gianni Buselatto).

Rapidamente o Movimento se espalha pelos estados do Nordeste e sucessivamente por todo o país, nas metrópoles e nos vilarejos, entre jovens e adultos, brancos e negros, ricos e pobres… com uma característica: a harmonia social. Surgem muitas obras sociais como efeito de uma vida enraizada no Evangelho, como testemunham as experiências da Ilha de Santa Teresinha e Magnificat, no Nordeste; e do Bairro do Carmo e do Jardim Margarida, em São Paulo.

Em 1962 abre-se um centro em São Paulo. Nascem a Editora Cidade Nova e a revista Cidade Nova. Surgem outros centros: Belém (1965), Porto Alegre (1973) e Brasília (1978). Hoje existem centros em quase todas as 27 capitais dos estados e em muitas outras cidades.  Em 1965, nos arredores de Recife, nasceu a primeira Mariápolis permanente, pequena cidade de testemunho do Movimento, com o nome de Santa Maria, salientando o amor deste povo por Maria. Dois anos depois surgiu em São Paulo a Mariápolis Araceli, hoje Ginetta, para recordar uma das primeiras focolarinas, que teve uma função fundamental na difusão e no crescimento do Movimento no Brasil.

Foi no Brasil que, em 1991, Chiara Lubich, tocada pelos graves problema sociais, lançou as bases de uma verdadeira revolução no âmbito econômico com a Economia de Comunhão (EdC), projeto conhecido atualmente no mundo inteiro.

Mas a vida dos Focolares no Brasil não se desenvolveu apenas no campo da economia. Os seus reflexos encontram-se em vários campos no tecido social: educação, saúde, política, arte, promoção humana.

Chiara Lubich sempre demonstrou um grande amor pelo Brasil e o seu povo. A sua primeira visita ocorreu em 1961, em Recife. Retornou mais cinco vezes. Recebeu vários reconhecimentos públicos e doutorados honoris causa. Em 1998, em sua última visita, um dos pais do Brasil democrático, o prof. Franco Montoro, dirigindo-se a ela durante um discurso proferido na Universidade de São Paulo (USP), reconheceu no pensamento e na obra do Movimento, não apenas no Brasil, um “testemunho coerente que arrastou milhões de pessoas. Salvou os direitos do homem no tempo das ditaduras e, no boom da ciência, demonstrou qual ética deve guiar-nos. Promoveu o amor, a fraternidade universal”.

Fonte: Focolares- Site Oficial

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