Passionistas

Postado em 17 dezembro 2014 por Paróquia São José de Osvaldo Cruz

imagesA história dos religiosos Passionistas no Brasil teve todo um fluir de fatos interessantes desde o início do século vinte e que culminou no porto de Santos no dia 6 de setembro de 1911 com a chegada dos padres Fidelis Kent Stone, Modesto Machino e Martinho Hogan, vindos de Buenos Aires para evangelização no litoral do Paraná.

Os meios de transporte no começo do século dependiam de muitas coisas, chuva, neblina, data de embarque, lotação razoável, portanto o trem para Curitiba tinha viagem, se possível, semanal. Aguardando o trem para Curitiba, aqueles padres ficaram hospedados no Mosteiro de São Bento. Tempos depois, de volta de Curitiba os padres Fidelis e Martinho foram apresentados por Dom Miguel Krauser, Abade do Mosteiro de São Bento ao então Senhor Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte de Leopoldo e Silva.

Deste encontro resultou um convite para que os padres Passionistas exercessem o seu ministério na capital paulista junto aos imigrantes italianos, na época, nesta região em quantidade bem representativa. Padre Fidelis e Marinho tinham a promessa de receberem para o seu serviço uma pequena construção que acomodaria uma igreja e um alojamento. Partiram para Roma no dia 18 de setembro do mesmo ano para dar ciência ao seu Superior Geral das propostas e intenções do Senhor Arcebispo. No ano seguinte, dia 24 de janeiro de 1912, pisaram o solo paulista para ficar definitivamente, os padres Geraldo Cortesi, Camilo Bogna e o irmão Lucas Garcia Ramires, dispostos a levar adiante o ideal de evangelização, proposta do passionistas.

Não diminuiu o entusiasmo e a fé, o fato de que a promessa de um alojamento e uma igreja não se realizou. Foram mandados para o bairro do Brás, também povoado por italianos. Ao lado da Paróquia do Brás tinham um barraco de madeira medindo três por quatro metros, mal dando para acomodar os leitos. Mesmo assim, ficaram por sete meses enfrentando todas as dificuldades de uma moradia sem local para preparar refeições, sem banheiro e água, entretanto nunca lhes faltou, em momento algum, o espírito de caridade, paciência cristã e vigor no trabalho, pontos fortes destes padres passionistas.

Coube ao Padre Faustino Consoni, Superior dos Padres Carlistas, sobrinho de São Vicente Maria Strambi, CP, ajudá-los. Diante da triste situação em que se encontravam Padre Faustino acolhe-os no Orfanato Cristovon Colombo, prédio localizado no bairro do Ipiranga. Receberam do Coronel Oswaldo Nogueira de Carvalho e de sua esposa Dona Ignês Henriqueta de Andrade a doação de uma grande área com 10 mil metros quadrados na Vila Cerqueira César no alto de uma elevação cercada de charcos e córregos, como o córrego Verde na Rua Arco Verde, depois Cardeal Arcoverde.

Em quatro de janeiro de 1913 começaram a construção do prédio da capela que foi inaugurado em 13 de julho de 1913. Por se ter tornado sede da Província recém criada e transformada também em Seminário Menor, houve a necessidade de ampliação do prédio e a capela cedeu lugar para a nova igreja.

Hoje quantos somos?

Hoje os Passionistas são em torno de 2.500 e estão presentes em 56 países. No Brasil, a Congregação está em 10 estados e conta com 150 religiosos, mantendo mais de 10 seminários de formação.

Fonte: Paróquia do Calvário.org.br

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