Pastoral do Dízimo: partilha do muito que Deus nos traz

Postado em 10 abril 2015 por Paróquia São José de Osvaldo Cruz

imagesQual o objetivo da Equipe de Pastoral do Dízimo?

Embora a conseqüência natural da implantação do Dízimo seja um aumento de receita, um crescimento na arrecadação paroquial, não deve ser esse o objetivo da organização da Pastoral do Dízimo. Isso deve ficar bem claro logo no início: a Equipe de Pastoral do Dízimo nunca deveria ter o objetivo, nem mesmo a conotação, de resolver o problema de caixa da paróquia. Toda paróquia tem, com efeito, outras fontes de renda, que não são o Dízimo: festas, eventos promocionais, aluguéis, doações, etc. Em princípio, uma paróquia poderia sobreviver sem o Dízimo. Mas, aí, não estaria sendo a Igreja de Jesus Cristo, a Igreja da Palavra de Deus, que nos ensina muitas coisas sobre a prática do Dízimo. Como vimos acima, o Dízimo é questão de fé, de prática do Evangelho, de confiança em Deus providente.

Por isso, o principal objetivo da Equipe de Pastoral do Dízimo é evangelizar sobre o Dízimo. E isso deve ser feito de modo tal que o Dízimo se torne, de fato, a principal fonte de renda da paróquia. Na verdade, para sermos fiéis à Bíblia, o Dízimo deveria ser a única fonte de renda de uma comunidade de fé. Então, ele seria sinal de partilha e de comunhão, a exemplo das primeiras comunidades cristãs.

O objetivo primeiro da Equipe de Pastoral do Dízimo é:

a) Conscientizar os fiéis sobre a dimensão bíblica, teológica e espiritual do Dízimo;

b) Mostrar que o Dízimo é um ato de fé, de esperança e de caridade;

c) Testemunhar a alegria de uma vida agradecida a Deus, através da oferta mensal do Dízimo.

d) Apresentar o Dízimo como condição central da experiência de comunhão e participação e, portanto, da experiência de ser e de agir como Igreja.

Um dos lemas da Equipe da Pastoral do Dízimo e um dos sonhos de todo dizimista é: “Que haja igualdade em tudo e para todos”.

Qual é a importância da Pastoral do Dízimo para a Paróquia?

Para que aconteça uma Pastoral de Conjunto dinâmica e atuante é necessário que todos contribuam. A participação não é meramente financeira, mas implica também na doação pessoal de talentos e do próprio tempo à comunidade. A Equipe da Pastoral do Dízimo tem preponderantemente o papel de conscientizar cada participante da comunidade sobre sua responsabilidade em contribuir em todos os sentidos para com essa mesma comunidade e toda a Igreja. Nesse sentido, caberá à Equipe de Pastoral do Dízimo prover a comunidade com os recursos materiais necessários a toda a obra evangelizadora.

Todo mundo sabe que sem dinheiro não se faz nada. Para qualquer tipo de evangelização, é preciso contar não somente com pessoas e sua boa vontade, mas também com dinheiro. É preciso investir na formação de lideranças, na catequese das crianças, adolescentes e jovens, em viagens e hospedagens para cursos e estudos, no pagamento de salário justo aos padres e outros agentes de pastoral, nos materiais para a celebração. Tudo isso, e muito mais, deve ser bancado pela comunidade. A Igreja não vive de subsídios do governo, nem de coletas feitas entre as grandes empresas, nem das doações dos ricos. A Igreja vive da gratuidade de seus fiéis. Quanto mais a comunidade puder contar com recursos financeiros, mais ela poderá aplicar na obra evangelizadora. Conseguir esses recursos, eis o carisma de quem participa da Equipe de Pastoral do Dízimo!

Quem pode ser membro da Equipe da Pastoral do Dízimo?

Pelo tipo de tarefas mencionadas, parece que somente deveriam ser membros desta Pastoral os executivos, advogados, contadores, secretárias e profissionais administrativos. Se considerarmos apenas as tarefas de organização, cadastro e organização, seria até provável que fosse assim. Mas é importante lembrar que a principal função da Equipe da Pastoral do Dízimo é o de ser conscientizadora da necessidade de todos serem dizimistas. Qualquer pessoa que tenha boa vontade e que saiba evangelizar (e isso é tarefa de todo cristão!) pode ser membro da Equipe da Pastoral do Dízimo!

Não se pode esquecer que a Igreja não é uma empresa, um clube de serviços, uma organização qualquer. Ela é a comunidade dos servidores e servidoras de Deus, dos seguidores e seguidoras de Cristo, dos instrumentos do Espírito Santo. Mais que a nossa tarefa, conta a graça de Deus! Por isso, toda pessoa que participa regularmente da comunidade pode ser membro da Equipe Paroquial da Pastoral do Dízimo. A condição essencial para ser membro da Equipe Paroquial é a de ser um/a dizimista consciente, o que implica em freqüência e participação assíduas, independente de status social, intelectual ou profissional.

Em si, não é necessário que a Equipe da Pastoral do Dízimo seja formada pelos mesmos membros da CAEP (Comissão de Assuntos Econômicos da Paróquia). Outras pessoas podem participar da Equipe da Pastoral do Dízimo, a qual tem dinâmica e organização próprias. Mas é importante uma relação mútua entre os dois órgãos. Pois o dinheiro que entra através das ofertas do Dízimo é administrado pela CAEP. A Equipe da Pastoral do Dízimo presta contas à CAEP. Esta, por sua vez, deverá constantemente prestar contas das entradas e saídas da economia da paróquia ou da comunidade. Só assim, a Equipe da Pastoral do Dízimo poderá apresentar-se com transparência e liberdade diante dos dizimistas para levar-lhes a proposta evangélica do Dízimo.

O Dízimo não é uma questão de dinheiro, de falta ou sobra de dinheiro. O Dízimo é uma questão de fé. Se a Pastoral do Dízimo realizar sua missão, não como meio de angariar dinheiro, mas como evangelização, o povo começa a entender. Nosso povo tem coração aberto, tem um grande amor a Deus e à Igreja, tem desejo de participar. Mas não admite ser enganado. Por isso, é também importante a prestação de contas, com transparência e constância.

Qual a palavra certa – Pagar ou oferecer o Dízimo? Cobrar ou receber o Dízimo?

Por tudo o que se viu até aqui, percebe-se que o Dízimo é um ato de liberdade. Embora a Palavra de Deus na Bíblia o apresente como mandamento e obrigação, e até mesmo use o verbo “pagar”, é importante lembrar que Deus nunca obriga ninguém. De fato, o Dízimo é uma obrigação. Mas uma obrigação que brota do coração agradecido. Por isso, é muito importante mudarmos também nossa maneira de nos referirmos ao Dízimo. Se ele não é nem taxa nem imposto, ele não deve ser nem pago nem cobrado. Se o Dízimo é uma oferta agradecida, a devolução de uma parte recebida, um ato livre de fé, esperança e caridade, então ele é oferecido pelo fiel e recebido pela comunidade. É muito importante que a Equipe de Pastoral do Dízimo comece a mudar o jeito de falar do Dízimo. Dízimo não se paga, se oferece. Dízimo não se cobra, se recebe. Dízimo não é taxa, nem imposto, nem esmola. Dízimo é devolução, é gratidão, é ato de amor a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs.

Deve-se cobrar dez por cento de cada dizimista?

Não se deve cobrar nada de ninguém. O Dízimo deve nascer do coração. É verdade que a Bíblia fala em Dízimo, que quer dizer exatamente dez por cento. Mas a Palavra de Deus não deve ser peso para ninguém. Deve- praticá-la, sem terem medo de se entregar totalmente à vontade de Deus e de acreditar no seu projeto libertador. Fica na consciência das pessoas darem o Dízimo que puderem. Mesmo que não seja exatamente dez por cento, deverá ser chamado de Dízimo, porque é a oferta que tal ou tal outro fiel quer e pode oferecer.

Como explicar que parte do Dízimo vai para a Arquidiocese?

Deve-se entender que a Igreja é uma comunhão de pessoas reunidas em pequenas comunidades e que estas comunidades formam uma rede, que é a paróquia, e que as paróquias formam a diocese, e que as dioceses todas juntas formam a Igreja de Cristo espalhada por todo o mundo. Quem sustenta a paróquia são as comunidades. Quem sustenta a (arqui) diocese são as paróquias. O ideal seria que o Dízimo fosse repassado adiante. Assim como os fiéis mantêm as comunidades com seu Dízimo, estas deveriam repassar o seu Dízimo para a paróquia. Esta, por sua vez, deveria repassar o seu Dízimo para a diocese, e assim por diante. É claro que do jeito que está nossa economia, ainda não é possível nos organizarmos assim. Vive-se de festas, rifas, bingos, aluguéis, apólices, exatamente porque o Dízimo não é posto fielmente em prática por todos os católicos. Uma boa evangelização sobre o Dízimo nos tornaria mais fiéis à comunhão de bens proposta pelo Evangelho.

Fonte: Diocese de Miracema (TO)

 

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